Com quatro pontos em dois jogos, o Brasil lidera o Grupo C e enfrenta a Escócia no dia 24 em Miami pela vaga nas oitavas.
A Copa do Mundo de 2026 já está em pleno andamento nos Estados Unidos, Canadá e México, e a Seleção Brasileira vive um início marcado por contrastes. Depois de emparar por 1 a 1 com Marrocos no MetLife Stadium, em Nova York, na estreia do dia 13 de junho, o time comandado por Carlo Ancelotti reagiu com uma goleada por 3 a 0 sobre o Haiti, em Filadélfia, no dia 19. Com quatro pontos e a liderança do Grupo C, o Brasil chega à última rodada da fase de grupos com a classificação ao alcance, mas ainda com perguntas a responder: essa seleção tem o que é preciso para buscar o hexacampeonato após 24 anos de jejum?
É a pergunta que mobiliza torcedores, analistas e jornalistas ao redor do mundo. O Brasil encerrou as Eliminatórias em quinto lugar na tabela, com sua pior campanha histórica no formato de pontos corridos. A derrota por 4 a 1 para a Argentina durante o classificatório ficou marcada na memória recente. Mas o Mundial é uma competição à parte, e Carlo Ancelotti, técnico italiano contratado para levar o Brasil ao título, aposta na experiência do grupo para superar os percalços.
O que o empate com Marrocos deixou em aberto
O resultado de 1 a 1 na estreia gerou debate imediato. Vini Jr. abriu o placar para o Brasil, mas a seleção marroquina, que chega à Copa como uma das revelações do futebol africano das últimas décadas, conseguiu buscar o empate e terminar o jogo com sensação de que poderia ter vencido. Para a torcida brasileira, o resultado acendeu um sinal amarelo: a seleção não dominou o jogo com a consistência esperada de uma equipe candidata ao título.
Segundo a CNN Brasil, Marrocos terminou a segunda rodada com quatro pontos após vencer a Escócia por 1 a 0, o que coloca as duas seleções empatadas na tabela antes da última rodada. O grupo se encerra no dia 24 de junho com Brasil x Escócia, em Miami, e Marrocos x Haiti acontecendo simultaneamente. Isso significa que o Brasil precisa ao menos de um empate para garantir a primeira colocação, enquanto uma derrota poderia complicar o caminho dependendo do resultado paralelo.
O sistema tático de Ancelotti, que busca equilíbrio entre posse de bola e velocidade nas transições, ainda não convenceu plenamente. O técnico tem optado por um meio-campo mais físico, deixando Endrick, atacante de grande potencial, como opção no banco. A decisão gera polêmica entre os torcedores, que aguardam o momento em que a promessa do futebol brasileiro será lançada no Mundial.
A goleada sobre o Haiti e o que ela significa de verdade
Já o jogo contra o Haiti, no Lincoln Financial Field em Filadélfia, trouxe alívio e alguma esperança. A vitória por 3 a 0 veio com boa movimentação ofensiva e mostrou um time mais ligado, aproveitando as lacunas deixadas pelo adversário. O Haiti, que chegou à Copa como uma das seleções mais modestas do torneio, não ofereceu grande resistência, o que torna difícil tirar conclusões definitivas sobre o potencial brasileiro.
Ainda assim, o resultado importa. Jogos fáceis também precisam ser vencidos, e o Brasil cumpriu o dever de casa. A vitória manteve a liderança do grupo e deu mais confiança ao elenco antes do confronto decisivo com a Escócia. Os escoceses, por sua vez, ainda estão na briga pelo segundo lugar, o que garante que o jogo em Miami terá alto nível de disputa, independentemente de qualquer cálculo matemático.
O Brasil, segundo informações disponíveis nos sites Olympics.com e Gazeta do Povo, treina no Centro de Treinamento Columbia Park, em Morristown, e está hospedado em Basking Ridge, no estado de Nova Jersey. A estrutura oferecida pelo clube RB New York foi considerada ideal pela comissão técnica para manter a rotina da preparação longe dos holofotes.
O caminho possível até a final e as dúvidas que permanecem
Se o Brasil avançar na primeira posição do Grupo C, o próximo duelo será no dia 29 de junho, em Houston. A segunda colocação levaria a uma partida em Monterrey, no México, na mesma data. Em ambos os cenários, o adversário viria do Grupo F, composto por Países Baixos, Japão, Tunísia e uma seleção ainda a definir. Nenhum desses times pode ser subestimado, especialmente a Holanda, que chega como uma das favoritas da competição.
A grande final está marcada para o dia 19 de julho no MetLife Stadium, em Nova York, palco da estreia do Brasil. Para chegar lá, Ancelotti precisará encontrar o equilíbrio certo entre prudência e ousadia, entre os jogadores mais experientes e as apostas da nova geração. O Brasil é o maior campeão da história, com cinco títulos, e carrega o peso de um jejum que já dura 24 anos. Nenhum outro país vive a Copa com tanta intensidade emocional, e por isso cada resultado repercute além do campo.
O hexacampeonato é o objetivo. Se a seleção atual tem qualidade para conquistá-lo, os próximos jogos darão a resposta.
Fontes: CNN Brasil | Olympics.com | Gazeta do Povo
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

