Segundo o Pe. Jose Eduardo Oliveira e Silva, a verdade revelada não nasce da sensibilidade humana, mas da iniciativa divina. Ela ilumina, corrige e orienta a consciência, enquanto a opinião, por mais legítima que seja, permanece limitada e sujeita a erro. Se você deseja compreender por que a fé católica exige discernimento atento entre o que Deus revelou e o que cada indivíduo pensa ou prefere, continue a leitura e veja que maturidade espiritual, responsabilidade moral e fidelidade eclesial se entrelaçam.
A verdade revelada como dom recebido de Deus
A verdade da fé não é descoberta humana. Deus revelou, ao longo da história da salvação, quem Ele é e qual é o caminho que conduz à vida. Essa revelação encontra seu ápice em Cristo e se transmite, pela Igreja, sem alteração. A verdade revelada possui estabilidade e autoridade porque não depende de modas, preferências ou interpretações privadas. Ela orienta a vida e sustenta a esperança.
Jose Eduardo Oliveira e Silva explica que a opinião é uma manifestação intrínseca da experiência humana, refletindo a diversidade de interpretações que cada indivíduo traz ao mundo. Essa interpretação é moldada por uma combinação única de formação, vivências e sensibilidades pessoais. Contudo, é crucial reconhecer que a opinião não carrega o mesmo peso que a verdade revelada.
Embora possa servir como um guia ou uma ferramenta de reflexão, a opinião é inerentemente vulnerável a erros, influências emocionais e condicionamentos culturais que podem distorcer a percepção. Quando opiniões são elevadas ao status de verdades absolutas, o resultado é frequentemente a confusão e a divisão entre as pessoas, dificultando o diálogo e a compreensão mútua.

A consciência que precisa ser iluminada pela fé
A consciência é sagrada, mas precisa ser formada. Somente quando iluminada pela revelação a consciência consegue julgar com retidão. A verdade revelada não anula a consciência; ela a educa. A opinião, quando contrariada pela doutrina, deve ser revisada com humildade. Esse processo não diminui a liberdade; ao contrário, liberta da tirania do próprio subjetivismo.
A fé é uma jornada coletiva, não um projeto isolado. A verdade revelada é preservada pela Igreja, e não por cada fiel individualmente. Conforme o sacerdote Jose Eduardo Oliveira e Silva, a comunhão com o Magistério e a Tradição atua como um escudo contra interpretações pessoais que podem distorcer a doutrina. A unidade em torno da verdade não apenas respeita a diversidade legítima, mas também previne divisões que podem ferir a fé.
A maturidade espiritual que reconhece limites pessoais
A humildade é essencial nesse discernimento. Como sugere o Pe. Jose Eduardo Oliveira e Silva, o fiel amadurece quando reconhece que suas opiniões podem ser insuficientes para compreender plenamente a verdade divina. Essa humildade abre espaço para aprendizado contínuo e fortalece a docilidade ao Espírito Santo. A maturidade espiritual nasce de coração disposto a ouvir Deus acima de si.
Verdade revelada e opinião mostram que a fé não se confunde com preferências individuais. Dom recebido de Deus, opinião limitada, consciência iluminada, comunhão eclesial e humildade espiritual, tudo converge para a certeza de que a verdade revelada protege a liberdade e conduz a alma à plenitude. Quando o fiel acolhe a verdade que vem de Deus, sua vida ganha unidade, força e clareza.
Autor:

