O cenário geopolítico em 2025 promete ser decisivo para o comércio internacional e as relações econômicas entre potências globais. A China, que já exerce uma liderança consolidada na produção de baterias para veículos elétricos, está se preparando para intensificar ainda mais seu papel dominante neste setor. Recentemente, o país anunciou a intenção de implementar novos controles de exportação, que visam proteger sua supremacia tecnológica na fabricação de baterias de carros elétricos. Essas medidas podem causar um novo atrito nas tensões comerciais com os Estados Unidos, que, no último ano, já promoveram restrições similares em setores como inteligência artificial e semicondutores.
Com o avanço da tecnologia de baterias, especialmente no segmento de veículos elétricos, a China se vê em uma posição de vantagem estratégica. O país é responsável por grande parte da produção global de baterias, essenciais para alimentar os carros elétricos que estão moldando o futuro da mobilidade sustentável. Ao implementar novos controles de exportação, a China busca proteger sua vantagem competitiva, dificultando o acesso de empresas ocidentais às tecnologias essenciais para a fabricação desses componentes. A medida também reflete o crescente confronto entre as duas maiores economias do mundo, com cada uma buscando garantir sua superioridade tecnológica.
A proposta do Ministério do Comércio da China inclui uma série de restrições que afetariam diretamente a produção e exportação de materiais como lítio, gálio e compostos químicos necessários para a fabricação de cátodos de baterias. Esses materiais são fundamentais para a produção de baterias de alta performance, e a China tem se destacado na extração e processamento desses recursos. Com a implementação dessas novas restrições, a China espera dificultar a capacidade dos Estados Unidos e outros países de desenvolverem soluções alternativas sem a utilização de tecnologias ou matérias-primas chinesas.
Especialistas no setor já alertam que, caso a proposta seja aprovada, ela poderá impactar significativamente fabricantes ocidentais de baterias e empresas de automóveis que dependem dessas tecnologias. Muitas dessas empresas têm suas operações integradas com fornecedores chineses ou utilizam processos que dependem diretamente de materiais críticos da China. A imposição desses controles pode forçar esses players a buscar novas fontes de materiais ou até mesmo desenvolver novas tecnologias, o que poderia significar atrasos na produção e aumento de custos.
Essa estratégia de “olho por olho” segue a lógica das medidas adotadas pelos Estados Unidos em 2024, quando o governo de Washington implementou controles de exportação em tecnologias avançadas, como chips de inteligência artificial. A guerra comercial entre as duas potências tem se intensificado à medida que cada lado busca fortalecer suas cadeias de suprimentos e reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras. A China, ao adotar essas restrições, busca garantir que sua liderança no setor de baterias seja mantida, enquanto limita a capacidade dos rivais de desafiar sua posição.
Além do impacto direto sobre os negócios, os novos controles de exportação também podem afetar a dinâmica global do mercado de carros elétricos. A China, ao fortalecer sua posição como líder na fabricação de baterias, pode continuar a dominar o mercado global de veículos elétricos. As montadoras ocidentais, como Tesla, Volkswagen e outras, que já enfrentam desafios para competir com os preços agressivos das fabricantes chinesas, podem ser forçadas a reconsiderar suas estratégias de produção e fornecimento. Isso pode resultar em uma desaceleração no crescimento do mercado de veículos elétricos fora da China.
Em resposta, os Estados Unidos e seus aliados podem adotar políticas similares, intensificando ainda mais as tensões comerciais. O setor de baterias e carros elétricos se tornou um dos pilares da disputa econômica entre as duas potências, e o controle sobre essa cadeia de suprimentos é visto como uma questão estratégica de segurança nacional. Embora as ações de ambos os países possam ter impactos negativos para os consumidores, também há oportunidades para inovação e desenvolvimento de novas tecnologias, o que pode gerar mudanças significativas no mercado global nos próximos anos.
Em suma, os novos controles de exportação que a China está considerando implementar em 2025 representam um ponto crítico na disputa tecnológica entre os EUA e a China. Se aprovados, esses controles podem afetar profundamente a produção de baterias e o mercado de carros elétricos, forçando empresas de ambos os lados a adaptarem suas estratégias para mitigar os efeitos das novas restrições. O embate entre as duas potências deve continuar a moldar o futuro das tecnologias emergentes, e 2025 pode ser um ano decisivo para o rumo dessa disputa.
Autor: Svetlana Galina
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital